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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PERCEBI QUE O CANCRO FOI UMA VERDADEIRA BÊNÇÃO, por Êrnani Lopes

Estava eu no consultório do meu médico, aguardando a minha vez, enquanto folheava algumas revistas e jornais para "passar o tempo". Numa dessas revistas, penso que era a Única (revista do Expresso) deparei com a entrevista ao Professor Êrnani Lopes. Tinha como título O Cancro Foi uma Bênção de Deus. Fiquei estupefacto. Como poderia uma doença tão má ser uma Bênção?! Decidi ler a entrevista por completo. Fiquei maravilhado. Foi das entrevistas espiritualmente mais ricas e profundas que tinha lido até então.
Reproduzo aqui uma parte retirada da página web josedemello.pt/gjm_tdf_01.asp?lang=pt&artigo=570


«Nunca escondeu que combate um cancro. Mudou muita coisa na sua vida com esta doença?
Foi-me diagnosticado um linfoma em 2005, na sequência de uma lesão na cara que nunca mais passava e até se alastrava. Depois de tanto insistirem comigo para ir ao médico submeti-me a uma biopsia, foram detectadas células cancerosas. Fui tratado no Instituto Português de Oncologia (IPO), que para mim é uma instituição que, numa escala de uma a cinco estrelas, tem sete. Consegui uma remissão completa e passei a fazer apenas vigilância e exames de rotina. Mantive a minha vida normal, não deixei de fumar e tudo andava aparentemente bem até ao ano passado. Nesses três anos percebi que o cancro foi uma verdadeira bênção. Passei a ver as coisas com um distanciamento maior e a uma profundidade incomparavelmente maior, percebendo a pequenez da vida corrente. Depois, deparei-me com o papel absolutamente decisivo da família e dos amigos, a que se juntou o pessoal clínico, de enfermagem e auxiliar do IPO.
A 31 de Dezembro de 2008 desmaiei em casa e a minha filha Maria, uma das médicas, levou-me para o IPO; tive uma fractura do baço, com grande probabilidade de não sobrevivência à hemorragia abdominal. Estive inconsciente, em coma induzido durante três dias; e na iminência de morrer durante ainda mais algum tempo, em plena e perfeita consciência. E aqui tudo se torna mais interessante, tendo vivido um dos períodos mais importantes da minha vida, confrontando-me com a morte quase cara-a-cara. Esta foi mesmo uma grande bênção, que fez e faz repensar tudo, até porque fiquei um mês e meio imobilizado no hospital; e tempo para pensar era o que mais tinha. Mas aqui tudo o que eu sabia sobre a família e os amigos foi elevado exponencialmente, com um sentimento, que me era desconhecido, de plenitude, de compreender a vida – e de um vislumbrar do infinito e do eterno. A cadeia de orações dos amigos à escala internacional tem um poder indescritível sobre nós, numa vivência quase física da comunhão dos santos.

Teve impacto na sua fé?
Não, porque ela já cá estava. Foi alimentada. E é claro que fica um grande sentimento de gratidão. No fundo das coisas, fiquei muito mais rico do que estava.»

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Restauração da Independência 1640



Belíssimo vídeo!Esta parte é fantástica: "Vossa Excelência deseja sair por aquela porta, ou por essa janela?" Outros tempos...



Deixo aqui alguns esclarecimentos essenciais:
Miguel de Vasconcelos não era o representante da Coroa espanhola, mas sim uma espécie de Administrador da Fazenda Pública, equivalente a ministro das finanças. O video não refere mas, Margarida de Sabóia, Duquesa de Mântua é que era a representante de Filipe IV de Espanha, ocupava o cargo de Vice-Rainha e ainda era prima direita dele.
D.João, 8º Duque de Bragança foi reconhecido universalmente como o legítimo rei português no 1º de Dezembro. Desde que durou todo o domínio filipino que se sabia que o verdadeiro rei era da Casa de Bragança.
No entanto, só bem depois da revolução do 1º de Dezembro, por uma questão de segurança e também para a preparação da cerimónia de aclamação, só no dia 15 de Dezembro é que D.João veio para Lisboa para ser formalmente aclamado em cortes como D.João IV.
Apesar de termos banido o domínio filipino da nossa pátria no 1º de Dezembro de 1640, a guerra da restauração entre portugueses e espanhóis ainda durou 28 anos e travaram-se várias batalhas memoráveis: 26 de maio 1644, Montijo (Espanha); 14 de janeiro de 1659, Elvas; 6 de junho de 1663, Ameixial, Estremoz; 7 de julho de 1664, Castelo Rodrigo; 17 de junho de 1665, Montes Claros, Borba. Este período da guerra da restauração atravessou: o reinado de D.João IV, a regência da rainha Luísa de Gusmão durante a menoridade de D.Afonso, uma parte do reinado de D.Afonso VI antes de ser destronado pelo irmão D.Pedro (por ter limitações físicas e ser doente mental) e a regência de D.Pedro. Finalmente, em 1668 a Espanha fraquejou, desistiu e reconheceu a nossa independência.

sábado, 3 de abril de 2010

Orações a S. Miguel Arcanjo, Líder dos Exércitos Celestiais


São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo contra as armadilhas e ciladas do demónio.
Deus o submeta, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo procurando perder as almas


São Miguel, glorioso príncipe do céu, protector das almas, eu vos invoco para que me livreis de toda adversidade e de todo pecado, e me façais útil para o serviço de Deus, conseguindo-me dele a graça da perseverança final. Amem.



Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amem.



São Miguel Arcanjo, guardião da luz e da fé, protector de todos os seres humanos, eu vos chamo e vos invoco para que me defendeis de toda negatividade, de toda desarmonia, auxiliando-me em meu caminho em direcção da luz e do bem.
Amado São Miguel Arcanjo, conduz o meu querer, a minha vontade e os meus desejos, para que eu tenha a luz divina governando eternamente o meu ser. Amem.


Senhor Jesus, renovai sempre vossa benção sobre nós, concedei-nos pela intercessão de São Miguel sermos assistidos, particularmente, durante nossa existência, por esse poderoso protector, em nossas dificuldades, em nossos sofrimentos, em nossas provas.
Eu e todos aqueles que vos recomendo sejam socorridos por São Miguel em todas as ocasiões difíceis e na hora da morte. Nós vos pedimos, por nosso Senhor Jesus Cristo. Assim seja.
São Miguel, nosso poderoso protector, ajudai-nos.
São Miguel, amparai-nos.
São Miguel, orai por nós.


Divino Anjo da luz, Anjo da espada azul, venha a mim, necessito da sua ajuda. Chamo-o com amor, apareça agora e corte com sua divina espada azul todo pensamento negativo que tente se aproximar de mim. Corte toda energia negativa que possa estar ao meu redor para que eu, livre de qualquer força destrutiva, possa crescer em autoconfiança, paz e amor.
(Faça o Sinal da Cruz)
Divino Arcanjo Miguel, que eu possa sair triunfante no combate contra as tendências negativas, Que eu possa obter vitória na batalha contra o mal. Que eu sempre cresça em poder e força. Que só o bem me toque. Que eu seja um guerreiro que luta pela luz. Que eu possa me converter num vencedor a trazer ao mundo a mensagem do amor. Que o Divino Mestre me acompanhe na jornada terrestre para que o bem em mim seja sempre triunfante.
Que eu seja transmutado, purificado e elevado para ser o filho que Deus deseja.
Arcanjo Miguel, que sua espada azul seja minha companheira. Quero empunhá-la e percorrer os caminhos do mundo com a segurança de quem está protegido pelas forças do bem.
Amadíssimo Arcanjo Miguel, peço que me proteja das energias negativas do plano astral. Corte com sua espada azul toda influência negativa que chegue perto de mim. Quero ser livre. Reivindico meu direito de viver em liberdade física, emocional e mental.
Arcanjo Miguel, que sua protecção me acompanhe sempre: acordado ou dormindo, na vida e na morte, no Inverno e no verão, ao amanhecer e ao entardecer.
Arcanjo Miguel, solicito sua protecção agora e para sempre!


Ó glorioso Arcanjo São Miguel, Príncipe da milícia celestial, sede nossa defesa na terrível luta que levamos contra os poderes do mundo da obscuridade.
Vem em auxílio dos homens, a quem Deus criou à sua Imagem e Semelhança, e redimiu por grande preço da tirania do demónio.
Luta neste dia na batalha do Senhor, junto aos Santos Anjos, como uma vez lutaste
contra o líder dos anjos orgulhosos, Lúcifer, e seus seguidores, que perderam a batalha e seu lugar no Céu.

Essa serpente antiga e cruel que seduz o mundo foi lançada ao abismo junto com seus anjos.
Mas agora este inimigo e destruidor dos homens volta a atacar. Transformado em um anjo de luz passeia, invadindo a terra com um multidão de espíritos malignos, para tratar de apagar dela o Nome de Deus e de Cristo, para apoderar-se da glória eterna.
Este dragão maligno derrama a mais impura torrente de seu veneno de maldade sobre os homens de mente depravada e coração corrupto, o espírito da mentira, da impiedade, da blasfémia e de todos os vícios e a iniquidade.


Nós te veneramos como protector contra os poderes malignos do inferno; a Vós te tem confiado Deus as almas dos homens que têm de formar-se em santidade. Orai ao Deus da paz para que ponha Satanás sob vossos pés, tão derrotado que já não possa voltar a cativar aos homens nem a fazer dano à Igreja.
Oferece nossas orações ante os olhos do Altíssimo, para conseguir com elas a misericórdia do Senhor; e derrotando o dragão, a serpente antiga, encerrai-o uma vez mais no abismo, para que não seduza nunca mais as nações. Amem.

Olhai a Cruz do Senhor; afastai os poderes hostis.
O Leão da tribo de Judá tem conquistado a linhagem de David.
Tem misericórdia de nós, ó Senhor.
Em Vós confiamos Ó Senhor, escutai minha oração. E que a minha súplica chegue até Vós.
Oremos:
Ó Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, chamando vosso Santo Nome imploramos vossa clemência, para que pela intercessão de Maria, Sempre Virgem Imaculada e Mãe nossa, e do Glorioso Arcanjo São Miguel, nos ajudes na luta contra Satanás e todos os outros espíritos impuros que andam pelo mundo para ferir a raça humana e causar a ruína das almas. Amem.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos na batalha, para que não pereçamos no dia do juízo. São Miguel Arcanjo, primeiro defensor do Reinado de Cristo, rogai por nós.


São Miguel Arcanjo, Gloriosíssimo Príncipe dos Exércitos celestes, S. Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra os principados e as potestades, contra os chefes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef. VI, 10-12).


Vinde em auxílio dos homens que Deus fez à sua imagem e semelhança, e resgatou com grande preço da tirania do Demónio (Sab. II, 23-24; I Cor. VI, 20). É a vós que a Santa Igreja venera como seu guardião e patrono, vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas para as introduzir na felicidade celeste. Suplicai, pois, ao Deus da Paz, que esmague Satanás sob os nossos pés a fim de lhe tirar o poder para prejudicar a Igreja.


Apresentai ao Altíssimo as nossas orações para que depressa desçam sobre nós as misericórdias do Senhor. E sujeitai a antiga serpente – que não é outro senão o Diabo ou Satanás – para o precipitar encadeado nos Abismos, de modo que não possa, nunca mais, seduzir as nações. (Apoc. XX, 3).


Ó, glorioso Miguel Arcanjo, Cavaleiro alado e Príncipe dos Anjos. Patrono, Mestre, guia da nossa Real Irmandade. Nós te saudamos e entregamos ao Teu patrocínio os empenhamentos de fé e de honra que aceitámos diante de Deus e dos homens. Protege o Duque de Bragança, a Sua Família e todos nós, Teus Cavaleiros. faz com que seguindo o Teu exemplo não nos falte a firmeza de afugentar o mal e ter em vista os ideais cristãos e humanos da nossa era. Seja nosso lema servir a Deus, à Igreja, à Pátria e às nossas Famílias, em união com os nossos irmãos mais fracos. Queremos clamar ao mundo a hora da Paz, da Concórdia, da Serenidade, para que Jesus Cristo seja a nossa finalidade, na esperança de Contigo o glorificar no Paraíso. Assim seja.


Arcanjo São Miguel, Príncipe Guardião e Guerreiro, defendei-me e protegei-me com Vossa espada, não permiti que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes, contra quaisquer acto de violência. Livrai-me de pessoas negativas.
Espalhai vosso manto e vosso escudo de protecção em meu lar, meus filhos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens. Trazei a paz e a harmonia. Que assim seja.



“Arcanjo Miguel à frente, Arcanjo Miguel atrás, do meu lado direito, do meu lado esquerdo, acima e abaixo. Com sua espada azul eléctrica, envolva-me num tubo de luz azul brilhante de protecção, ilumine e guie os meus caminhos."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Imperatriz Alexandra Feodorovna (1872-1918)





Saiba mais sobre Alexandra Feodorovna, Imperatriz da Rússia e mártir em:

http://forumpatria.com/historia-universal/imperatriz-alexandra-feodorovna-(1872-1918)/
msg14895/#msg14895

quinta-feira, 4 de março de 2010

Adoro te devote

Adoro te devote é um hino de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento, escrito por São Tomás de Aquino.

Em latim

Adóro te devóte, latens Déitas,
Quae sub his figúris vere látitas:
Tibi se cor meum totum súbiicit,
Quia te contémplans totum déficit.

Visus, tactus, gustus in te fállitur,
Sed audítu solo tuto créditur.
Credo, quidquid dixit Dei Fílus:
Nil hoc verbo Veritátis vérius.

In cruce latébat sola Déitas,
At hic latet simul et humánitas;
Ambo tamen credens atque cónfitens,
Peto quod petívit latro paénitens.

Plagas, sicut Thomas, non intúeor;
Deum tamen meum te confíteor.
Fac me tibi semper magis crédere,
In te spem habére, te dilígere.

O memoriále mortis Dómini!
Panis vivus, vitam praestan hómini!
Praesta meae menti de te vívere.
Et te illi semper dulce sápere.

Pie pellicáne, Iesu Dómine,
Me immúndum munda tuo sánguine.
Cuius una stilla salvum fácere
Totum mundum quit ab omni scélere.

Iesu, quem velátum nunc aspício,
Oro fiat illud quod tam sítio;
Ut te reveláta cernens fácie,
Visu sim beátus tuae glóriae. Amen.


Em português


Eu adoro-te com afecto, Deus oculto,
que te escondes nestas aparências.
A ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao contemplar-te.

A vista, o tacto e o gosto não te alcançam,
mas ao ouvir-te firmemente creio.
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.

Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
mas aqui esconde-se também a humanidade.
Eu, porém, crendo e confessando ambas,
peço-te o que pediu o ladrão arrependido.

Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
faz-me crer sempre mais em ti,
esperar em ti, amar-te.

Ó memorial da morte do Senhor,
pão vivo que dás vida ao homem,
faz com que o meu pensamento sempre de ti viva,
e que sempre lhe seja doce este saber.

Senhor Jesus, terno pelicano,
lava-me a mim, imundo, com o teu sangue,
do qual uma só gota já pode salvar
o mundo de todos os pecados.

Jesus, a quem agora vejo sob véus,
peço-te que se cumpra o que mais anseio:
que ao ver o teu rosto descoberto,
seja eu feliz ao contemplar a tua glória.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Adoro_te_devote (tradução revista e adaptada)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

História da Não- Violência









quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Hierarquia dos Demónios, Segundo Michaelis

Clicar na imagem para ver em tamanho original

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sugestão


Um blogue a visitar

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Dois Exercícios de Pintura



Pasta de Óleo Sobre Papel, baseados em esboços encontrados na net, autoria de Ricardo de Vasconcelos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Amigo



Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Do Diálogo à Aprendizagem Inter-Religiosa


Há já alguns anos que ouvimos falar de diálogo inter-religioso. Mas do que se trata? Até agora tem-me parecido nada mais do que um conjunto de gestos diplomáticos com o objectivo de fomentar a paz entre as várias instituições religiosas. E digo instituições porque nenhuma reunião manda no coração dos crentes. Quer-me parecer que se tem procurado a paz entre as elites religiosas, o que é importante porque são elas que tomam as principais decisões mundanas que afectam o rumo dos seguidores.
A questão principal que me inquieta é se seria possível passar da diplomacia à aprendizagem. Em vez dos encontros esporádicos que visam manter a paz, sentir-me-ia mais esperançado se as religiões procurassem aprender alguma coisa umas com as outras.
No coração das principais religiões encontramos os mesmos princípios. Os métodos e as “mitologias” é que diferem. Vejamos: todas procuram que o Homem leve uma vida de rectidão de forma a elevar-se espiritualmente, todas acreditam em pelo menos uma dimensão metafísica e que a vida não acaba com a morte corpórea, todas partem do pressuposto que o Ego tem que diminuir para a nos aproximar-mos do Espírito, todas acreditam em Grandes Homens (santos, profetas, etc), e há muitos mais paralelismos. Porque não podemos trocar conhecimentos e experiências se os nossos objectivos são tão semelhantes? Passemos então do diálogo à aprendizagem inter-religiosa. Se todos procuramos Deus, ajudemo-nos uns aos outros.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Por vezes interrogo-me...

Se a democracia não será como o acto de Pilatos, segundo a qual a verdadeira elite governativa faz de conta que quem decide é o populaça, para se livrar de quaisquer responsabilidades. O voto, tal como o bradar das multidões, isenta a decisão já tomada e ainda por cima confere à gentalha a enganadora sensação de que "o povo é quem mais ordena".