Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Daniel Cohn Bendit

Mai 68: Intervention de Daniel Cohn Bendit


Daniel Cohn-Bendit, o primeiro "antifa" da História. Estudante em França e membro da Federação Anarquista, liderou os protestos estudantis do mês de Maio de 1968. Pela liberdade sexual e contra a ordem estatal, Cohn Bendit esteve no epicentro de um terramoto que abalou o mundo: a vaga esquerdista e hippie. A vaga liberal nascida em França teve como principais consequências a disseminação da toxicodependência à escala global e a pandemia de doenças sexualmente transmissíveis.



Afinal, o herói dos antifas era também pedófilo.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Cesare Borgia


Um dos homens mais injustiçados pela História. Apesar da sua carreira ter beneficiado do poder papal (filho de Alexandre VI), Cesare Borgia foi um excelente general e homem de Estado. Mecenas de Leonardo da Vinci e de outros artistas, Cesare foi um dos governantes que mais impulsionou o Renascimento.
Audaz, corajoso e um brilhante estratega, serviu de modelo ao Princípe de Maquiavel e à escola que mais tarde se denominaria Realismo Político.
Viveu de 13 de Setembro de 1475 a 12 de Março de 1507


The Life of Cesare Borgia

Raphael Sabatini

Sábado, 11 de Julho de 2009

Pelo Principado

Muitos portugueses defendem a Democracia porque julgam que a única alternativa seria uma Ditadura. Também confundem o significado desta última com a vulgar Tirania de um só homem, típica dos regimes totalitários.
Na Roma republicana, o ditador era um magistrado extraordinário investido pelo Senado durante um período de suspensão do direito (iuristitium), com prazo limitado, durante o qual se suspendiam as restantes magistraturas. A ditadura, além de provisória, era juridicamente regulada. Visava a condução de uma guerra ou a solução de uma grave crise doméstica. Como tal, uma Ditadura equivale a um Estado de excepção e não deve constituir a normalidade da vida política de um país. Funciona como um antibiótico, necessário quando o organismo nacional está de tal forma doente que não se consegue curar sem uma solução artificial.
Para além da Democracia e da excepcional Ditadura, existe uma outra fórmula, imune às falácias democráticas e à rigidez ditatorial. Chama-se Principado.
A expressão tem origem em princeps, o primeiro. O Chefe de Estado é eleito pelos seus pares, por ser o mais valoroso, o mais meritório, aquele com autoridade moral para ser considerado “o primeiro entre iguais” (primus inter pares).
Quem são os “pares”? São os cidadãos. Mas aqui a noção de cidadania não abarca a universalidade da população residente no território nacional. É cidadão quem merece, ao contrário do que acontece em Democracia. No principado um pedófilo não vota, nem quem recusa defender a Pátria, nem os estrangeiros, nem ninguém que não tenha dado provas do seu valor ao serviço da Nação. Não há políticos profissionais, nem sequer há “política” no sentido retórico da expressão. O que há é um governo com autoridade moral para tomar decisões e assumir a responsabilidade do rumo nacional. O Principado não admite raposas que se esventram mutuamente para salvaguardar os privilégios de Estado. O Principado é constituído por leões, no sentido mais nobre que estes animais podem ter: viris, incapazes de se camuflar, fortes e com uma presença solar, apoteótica. A estrutura do Principado é uma aristocracia, o governo dos melhores.
Este modelo foi adoptado pela Igreja Católica desde o início. O economista e professor universitário Pedro Arroja chama-lhe «a melhor forma de governo», por ser uma aristocracia de mérito (e não de hereditariedade, nem de poder económico), por resistir ao tempo (quase 20 séculos), por não ter monarcas absolutos, porque cada elemento é responsável pela sua função…
A Igreja dá o exemplo: o “ordinário do lugar” é um bispo a quem foi confiado o governo de uma circunscrição, sendo totalmente responsável pela sua gestão e pelos actos dos subordinados. Há quanto tempo Portugal não tem ministros com tamanha responsabilidade?... Os políticos actuais fugiriam a sete pés se soubessem que o cargo que ocupam acarreta um compromisso de aço. Quando o Principado foi fundado, por César Augusto, no Século Terceiro, o governador de uma província romana (ou outro governante) sabia de início que a alternativa à honestidade podia ser a arena dos leões…
A elite do Principado teve vários nomes ao longo da História: Senado, Grande Conselho, Colégio de Cardeais… O princípio é sempre o mesmo. A inclusão de um cidadão na elite depende de uma vida de boas obras. A classe governante presta reverência a uma entidade espiritual, à qual se submete e cultiva a humildade. A dignidade maior está em Servir e como tal, o interesse individual retrai-se perante as necessidades do colectivo.
O membro do Principado é um guerreiro em espírito. A sua existência nasce da anulação do ego, do esquecimento de si mesmo, pela aceitação do imperativo nacional.
O Principado não depende da opinião pública nem da popularidade, uma vez que as massas irracionais não constituem uma unidade política. Depende exclusivamente da força e do valor dos cidadãos que, como já vimos constituem um escol distinto da gentalha amorfa presente em qualquer sociedade.

O Principado é realista

O modelo que aqui apresento fundamenta-se no realismo político levado à prática pelos maiores homens de Estado da História. Em primeiro lugar, o Estado é soberano e não há nenhuma autoridade acima dele. É o principal actor no sistema de relações internacionais e tem como norma fundamental o interesse nacional: a segurança e a sobrevivência da Nação.
Ainda que a elite governativa tenha um elevado senso moral, não imprime “moralidade” às relações internacionais. O objectivo do jogo é vencer e cada Estado defende os seus interesses a todo o custo. Neste sentido, a perspectiva realista opõe-se ao idealismo liberal-esquerdista que, fantasiando sobre relações internacionais fundamentadas em valores morais, cria monstros capazes de devorar populações inteiras.
Tucídides, Sun.Tsu, Maquiavel, Frederico O Grande, Richelieu, Bismarck e Clausewitz contribuíram para a Glória das suas Pátrias com o prisma realista. O “humanismo” idealista de Che Guevara, por contraste, condenou nações inteiras ao subdesenvolvimento e à subserviência soviética.

O Principado é espiritualista

Uma das grandes diferenças que separam o Principado dos restantes regimes políticos é fundamentação espiritual da sua existência. A elite governativa acredita numa Ordem espiritual que a transcende e a ela se submete. Os seus membros sabem que a Autoridade está dependente da conduta. Têm plena consciência da sua condição humana (humildade) e que transportam o espírito da Divindade desde que as suas acções estejam de acordo com ela. Portanto, a Autoridade só é conferida aos que servem. Mesmo o principal dos pares, o princeps, sabe que não tem qualquer valor intrínseco. O valor vem de fora e só lhe é atribuído se servir bem.
O princeps e a elite não têm súbditos. Todos são súbditos da Ordem espiritual. O papel da elite, e especialmente a do princeps, é a de pontífice. São os fazedores de pontes entre o mundo metafísico e a dimensão dos homens.

O Mos Maiorum como Princípio de Estado

O Mos Maiorum é a via da rectidão, cujo nascimento remonta a tempos imemoriais. Não se trata de uma ideologia, no sentido marxista do termo; nem de um modelo de governação. Está além da política e de todas as instituições mundanas. Mostra-se sempre que os homens não fecham a sua alma. É poético porque escapa aos limites da razão. É o génio de uma Vida Superior.
Apesar do termo ter sido cunhado durante a Roma Imperial, o “costume dos antepassados”, está longe de ser apenas um princípio romano. É um conjunto de virtudes tão antigo como a espécie humana e que resistiu ao tempo como nenhum outro código. Por isso, podemos afirmar que é Eterno, que existe enquanto houver um homem à face da Terra. Ou então, se acreditarmos numa Ordem Superior, que é anterior à Humanidade e que viverá ainda que esta pereça.
O mos maiorum é a essência do Principado. Não vou aqui delinear todos os princípios que o constituem, até porque já o fiz noutro lado. Afirmo apenas que no âmago do Principado está o compromisso com o dever (Fides), a autoridade moral (Auctoritas), a devoção à família, à Pátria e a Deus (Pietas), a união (Religio) e a coragem pessoal (Virtus).

Um colégio eleitoral baseado no mérito

A cidadania é conquistada servindo a Pátria, civil ou militarmente. Isto quer dizer que o estatuto de cidadão não é um direito de nascença e, como tal, não abarca a totalidade da população. Cidadão é aquele que defendeu a Pátria dos seus inimigos e/ou contribuiu para o Bem Comum.
Só os detentores do estatuto de cidadania podem participar nos processos de eleição para cargos públicos e referendos que contemplem matérias de interesse nacional. A mesma restrição é aplicada aos candidatos.
O estatuto de cidadania está estratificado.
No topo) Os veteranos de guerra, as elites intelectual e religiosa têm estatuto pleno de cidadania, assim como os heróis nacionais.
Em segundo lugar) Os nacionais que, por iniciativa pessoal, contribuíram para o desenvolvimento infraestrutural e/ou económico da Pátria.
Em terceiro) Os descendentes de cidadãos plenos herdam parte do estatuto.
Em quarto) Os nacionais que trabalham de acordo com a ordem social, obedecem às normas e cumprem os deveres cívicos.
De fora da cidadania ficam: os estrangeiros, os autores de crimes de delito comum ou contra o Estado, aqueles que recusaram defender a Pátria militarmente, os analfabetos e nacionais com uma formação cultural reduzida, os que atentaram contra a religião nacional ou contra a ordem pública, os doentes mentais e os nacionais cuja conduta não dignificou a Pátria e os seus símbolos.

A Ética militar do Principado

Servir – Todos os nacionais (cidadãos ou não) servem o Bem Comum. Esta é a maior glória, a de servir os outros e a sociedade no seu todo.

Obediência à hierarquia - «Manda quem pode, obedece quem deve»

Heroísmo – sacrifício pessoal em prol do colectivo. As necessidades de muitos superam as necessidades dos poucos ou do indivíduo.

Honra - fidelidade à condição, que não foi escolhida, mas que emanou da estrutura social na qual cada um se insere.

Herança – forte sentido de dívida em relação aos sacrifícios praticados pelos antepassados e respeito pelas instituições por eles fundadas.

Dever – Noção imperativa do cumprimento da missão que lhe compete.

Ordem – Dissolução dos conflitos internos através da articulação de esforços, do respeito pela hierarquia e pelas normas.

Autoridade de comando – quem dirige é totalmente responsável pela conduta dos subordinados.

Princípio da realidade – a obtenção de resultados justifica uma adaptação às condições existentes.

Cortesia – o civismo deve estar presente em todas as relações, hierárquicas ou de outra ordem.



Ver:
Crítica à Democracia
Uma aberração chamada Democracia
O Ilusionismo da Democracia

Mos Maiorum
Porquê Mos Maiorum
O Exemplo Romano
Valores Romanos

O Estado Sublime

Esquema

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Pornografia social


Pornografia social é uma expressão criada por Barbara Kirshenblatt-Gimblett para designar o acto de tornar público o que pertence à esfera do privado. Esta estratégia procura estimular os desejos das grandes massas através de dois processos: o primeiro é a invasão da privacidade, o que excita a curiosidade (ou desejo de pescrutar) a intimidade dos outros; o segundo vai ao encontro do senso de espectáculo real. Ambos os processos são sensacionalistas e colocam sempre uma pessoa ou um grupo numa posição de submissão, relativamente ao poder especular.

Exemplos:
Reality Show
Imprensa cor-de-rosa
Succès de scandale

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

8 de Julho de 1497




Vasco da Gama lança-se ao mar, a partir de Lisboa, com 4 navios e uma tripulação de 170 homens. Chegaria a Calecute a 20 de Maio de 1498, data da descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteo são cortadas

Lusíadas

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Herói

Herói, palavra de origem grega, significa protector. Como arquétipo é uma figura que supera um problema de dimensões épicas. De condição humana, transcende-a graças aos atributos da vontade.

6 de Julho - Dia do idiota americano

6 de Julho de 1946 - Nasceu o idiota americano que ganhou dinheiro com guerras forjadas. Stallone


6 de Julho de 1946 - Nasceu o idiota americano que ganhou dinheiro com guerras forjadas. Bush.


Nasceram no mesmo dia. São ambos iletrados. Inventaram guerras para ganhar dinheiro.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Quem tem medo dos Hackers?


O hacker é um dos estereótipos que povoam a nossa consciência. É um conceito nascido da política do medo. Para a maioria das pessoas, hacker é alguém que conhece segredos da informática (uma espécie de alquimista das tecnologias de informação) e que os usa com fins maléficos. Invasões de computadores, destruição de páginas web, fraudes bancárias e criação de vírus são todos fenómenos associados na imaginação popular à palavra hacker. Um hacker é um tipo de génio do mal com imenso poder. É graças a este conceito que milhares de jovens (ou milhões) se sentem tentados a aderir aos grupos (ou subculturas) conotados com o fenómeno hacker. Em primeiro lugar, o simples facto de poderem vir a pertencer a uma comunidade que foge aos parâmetros das instituições hegemónicas já é motivo de atracção e fascínio. O jovem procura aderir a este tipo de grupos de forma a moldar a sua identidade pessoal. Pretendendo afirmar a sua identidade, o jovem procura um grupo onde possa sentir-se diferente da maioria. Ninguém quer ser mais uma ovelha no rebanho… Em segundo lugar, as pessoas querem ir ao encontro de conhecimentos que lhes confiram poder. A atracção que o poder exerce é intrínseca à natureza humana. Neste caso, tratamos da capacidade de transgressão, a expressão por excelência do poder, que confere ao sujeito individual uma sensação de liberdade (fuga aos constrangimentos impostos à maioria). O problema surge é quando essa atracção se torna totalitária, ou seja, quando “substitui” (ou procura substituir) outros interesses que requerem um amadurecimento da estrutura emocional do indivíduo (o estabelecimento e manutenção de relações sociais, por exemplo).
O conceito de hacker está longe de se esgotar nesta visão de “alquimista do ciberespaço” (ou génio do mal). A realidade é que existem inúmeras comunidades do ciberespaço onde a expressão adquiriu outros contornos.
Eu tenho reparado que muita gente associa o Linux ao fenómeno hacker. Esta analogia tem vários fundamentos e nenhum está relacionado com os crimes informáticos. Vejamos:
1 - Nas sociedades de linux, “hacker” quer simplesmente dizer “programador; alguém que colabora no desenvolvimento de software”. Estes “profissionais” reagem com veemência a que se chame “hackers” aos piratas. «Um hacker é um ‘especialista’ que tem como objectivos desenvolver as ciências computacionais para o bem de todos; quem se dedica à pirataria e às invasões deve ser chamado ‘cracker’».
2 - A maioria das distribuições de linux (para utilizadores) é gratuita. O desenvolvimento deste software não tem, na generalidade dos casos, objectivos comerciais. Existe aqui uma consciência política nem sempre explícita. O linux tem uma identidade própria construída em grande medida por oposição a uma outra: a da Microsoft. A empresa do Sr. Bill Gates é conotada com os valores e lógica do capitalismo. Neste quadro, o “software Windows” causa aversão a quem se quer distanciar destes valores. Neste jogo de juízos, o linux afirma-se através de uma identidade “comunitária”, não é propriedade de ninguém, é feito por todos e para todos. Diversos grupos arrastam (muitas vezes sem o saberem) valores do comunismo para a esfera das tecnologias de informação. A oposição entre Windows e Linux reflecte a dicotomia “propriedade privada” versus socialismo. Este dualismo está presente logo nas descrições relativas à produção dos códigos-fonte dos programas (programação). Na obra The Cathedral and the Bazaar, o autor (Eric Raymond), para citar um exemplo, expõe dois modelos: o modelo da catedral, no qual o código do software está restringido a um grupo exclusivo de programadores; e o modelo do bazar, segundo o qual o código é desenvolvido na Internet à vista de toda a gente. Neste contexto dualista, as identidades “hacker” e linux casam-se abençoadas pelos valores que se opõem às hegemonias e à propriedade privada.
3 - As distribuições de linux oferecem aos utilizadores e programadores uma liberdade que não está patente noutros sistemas operativos. Uma pessoa pode modificar programas, copiá-los, distribui-los, até pode “montar” o seu próprio sistema operativo instalando os componentes que pretende. Em linux o utilizador chega a ter a opção de transformar o próprio núcleo do sistema (kernel). A única coisa que não pode fazer é vender o software. Esta liberdade (de exercer a criatividade) conferida pelo linux é muito estimada pelos grupos hacker, que a converteram em ideologia. Os hackers querem ser produtores (ter a liberdade de criar).
Descrevi aqui dois grandes modelos conceptuais associados à expressão “hacker”. O mais comum (disseminado na cultura popular) é produto da política do medo patente nos meios de comunicação social. Os utilizadores sentem que existe uma ameaça e adoptam uma atitude defensiva, do tipo “estado de sítio” permanente. Esta postura evita que tomem posições críticas em relação à ordem estabelecida (a estrutura social e política que os enquadra) e, como tal, serve para perpetuar o status quo. Tem outro efeito, desta vez económico, que é o de manter a indústria de segurança informática (que produz antivírus, firewalls e toda a panóplia de mecanismos defensivos). O segundo modelo é mantido por algumas elites que adoptaram uma postura de “liberdade e criatividade” muito semelhante à que reina na arte contemporânea. Nesta situação, o “hacker” é um indivíduo que domina várias técnicas, procura a originalidade e a experimentação e não se vende aos interesses consumistas.
Não é de estranhar que cada um destes modelos tenha surgido em classes sociais diferentes. A repressão foi sempre exercida com maior influência nas classes populares através da cultura de massas. Por outro lado, as ideologias de resistência nasceram e foram mantidas, ao longo da história, no seio de elites intelectuais. Quem pode, resiste. Quem não pode, esconde-se.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Os Novos Principados

«Maquiavel refere os principados novos, aqueles onde um homem particular passa a príncipe pela sua virtù, pelo seu talento e não pela sorte, criando-se um Estado Novo. Seria o caso de Moisés, Ciro, Rómulo e Teseu que não tiveram outra sorte, além da ocasião, porque sem a ocasião, os seus talentos e o seu espírito Ter-se-iam perdido; sem os seus talentos, a ocasião teria surgido em vão. Teria sido a excelência da sua virtù que lhes permitiu identificar a oportunidade, embora tivessem de estar bem armados porque a natureza dos povos é mutável e, se é fácil persuadi-los de uma coisa, torna-se difícil mantê-los nessa persuasão. Assim, haveria que proceder de tal maneira que, quando deixarem de acreditar, se possa obrigá-los a crer pela força, como teria sido o caso dos profetas não armados, como Girolamo Savonarola (1452-1498), cuja ruína surgiu, na nova ordem por ele estabelecida, tão-logo a multidão começou a descrer e viu que ele não possuía os meios necessários para manter em respeito aqueles que nele tinham acreditado, nem para convocar os que não acreditavam nele
In Farol Político

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Este homem...


Este homem é a favor do aborto, da eutanásia e da legalização das drogas.

Defendeu aumentos salariais para os deputados e medidas para aliviar a "carga laboral" dos mesmos.

Foi peça fundamental na "descolonização exemplar" que vitimou milhões de pessoas.

É também membro da Maçonaria Portuguesa, sendo elemento de grau 33 (grau máximo da Maçonaria).

É um dos intocáveis do Partido Socialista e do regime democrático.

Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e ganhou o prémio Norte-Sul atribuído pelo Conselho da Europa.

Recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra.

Se você é retornado, ganha menos de 1000€ por mês ou simplesmente ama a sua Pátria, lembre-se de António de Almeida Santos.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Rome


Documento muito bem organizado, em Pdf, sobre o Mos Maiorum e sobre a organização social romana. (em inglês) The Mos Maiorum