Cada vez mais em Portugal se reivindica, por parte dos partidos de Esquerda, a independência entre o Estado e a Igreja. Os apoios financeiros à Causa Católica têm vindo a diminuir, assim como tem sido cada vez mais vedada a presença da Igreja na sociedade. Entendem os governantes que deve existir um laicismo parcial. Parcial porque defendem que o Estado em nada deve con
tribuir, mas, por seu turno, a Igreja deve manter as funções sociais que socorrem milhares (ou milhões) de portugueses. O Estado fecha as portas aos Amigos de Deus. Mas o que aconteceria se os católicos também as fechassem? E se a Igreja Católica deixasse de apoiar os pobres, os toxicodependentes, os imigrantes, as vítimas de exclusão social, os doentes mentais, os deficientes… E se a Universidade Católica terminasse a sua missão no ensino, na investigação científica, nas bolsas que atribui, na cultura… E se as instituições católicas parassem de apoiar o desporto, a saúde e as ocupações dos jovens e idosos, a formação profissional…
Terá o Estado capacidade de suportar o laicismo que advoga? A Segurança Social está em condições de acolher todos os necessitados que actualmente são apoiados pela Igreja?
tribuir, mas, por seu turno, a Igreja deve manter as funções sociais que socorrem milhares (ou milhões) de portugueses. O Estado fecha as portas aos Amigos de Deus. Mas o que aconteceria se os católicos também as fechassem? E se a Igreja Católica deixasse de apoiar os pobres, os toxicodependentes, os imigrantes, as vítimas de exclusão social, os doentes mentais, os deficientes… E se a Universidade Católica terminasse a sua missão no ensino, na investigação científica, nas bolsas que atribui, na cultura… E se as instituições católicas parassem de apoiar o desporto, a saúde e as ocupações dos jovens e idosos, a formação profissional…A tão proclamada liberdade religiosa será benéfica para todos se se manifestar ao nível dos apoios? Os muçulmanos, porventura, cumprirão as acções sociais que actualmente são de iniciativa católica?
Se querem de facto o laicismo, então sejam justos. Antes de fechar as portas do Estado, reflictam no que aconteceria se a Igreja também as fechasse.
«O secretário-geral da CGTP pediu, esta terça-feira, em Guimarães, a ajuda da Igreja Católica para "combater a crise", salientou Carvalho da Silva. "Humildemente deixamos o convite para que a Igreja se junte a nós na mobilização dos portugueses contra a crise", disse, esta manhã, o secretário-geral da CGTP.»
In Jornal de Notícias de 17/2/2009
Lisboa, 07 Nov (Lusa) - «As comemorações dos 75 anos da Acção Católica Portuguesa (ACP), que decorrem este fim-de-semana, vão servir sobretudo para mostrar que o movimento "está vivo", mas precisa de mais apoios da hierarquia da Igreja Católica. Os imigrantes que se encontram em Portugal têm cada vez mais apoio espiritual das diversas Igrejas cristãs. A Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) fez, recentemente, um Levantamento Nacional das comunidades religiosas – católicas e outras – de diversas nacionalidades, línguas e ritos que dão apoio à vida espiritual dos imigrantes e suas organizações, oferecendo pessoas, espaços e eventos celebrativos. (…) Recentemente o Patriarcado de Lisboa cedeu à Igreja Ortodoxa Russa, a igreja católica da Boa Nova, em Alfama, para local de culto da comunidade de imigrantes russos, manifestando do lado da Igreja Católica, uma “ uma fraternidade evangélica que possibilita, nos seus próprios edifícios, que haja outros cultos religiosos”, referiu, na ocasião, o Pe. Delmar Barreiros, responsável da Pastoral da Mobilidade da Diocese de Lisboa.»
In Agência Ecclesia 2/8/2006
Lusa, 17 Jan - «O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana disse à Lusa que os pedidos de apoio de imigrantes em situação irregular a instituições ou serviços da Igreja têm aumentado nos últimos meses.»
Saúde mental, toxicodependência e Sida são prioridades da acção da Igreja em Portugal
Ver em http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=13934
Lisboa, 17 Out (Lusa) - «Novos modelos de recolha e distribuição de alimentos e criação de empregos e de micro-empresas são alguns dos frutos dos primeiros seis meses do projecto Igreja Solidária, segundo um balanço do responsável pela iniciativa. (…) Além das iniciativas, a maioria das instituições ligadas à Igreja Católica aumentou o "apoio financeiro prestado às famílias e pessoas em situação de desemprego repentino, para que possam fazer face às suas despesas e garantam as condições mínimas de vida", acrescentou»

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