Falemos de Honra, o que dá sentido ao Ser. A Honra é a condição de permanecer igual a si próprio, independentemente das circunstâncias e do passar do Tempo. É a identidade que faz com que um indivíduo ou grupo de indivíduos sintam que existem plenamente, em expressão manifesta das suas características.
A única situação que justifica o homicídio é a defesa ou reparação da Honra. Existe culpa quando se mata em proveito próprio, em busca de lucro, de poder, ou de outros ganhos. A pior forma de homicídio é aquela que adultera a nossa condição. Matamos e deixamos de ser quem somos, para nos tornarmos em seres esquivos, fugitivos do sentimento de culpa. Mas matar para defender a nossa Honra ou a de terceiros é um gesto directo, que vem do coração, no qual se joga ao tudo ou nada. Ou matamos ou deixamos de ser quem somos. Daí que seja legítimo a um Ser livre matar para não se tornar escravo. Quando nos tentam transformar no que não somos, todos os ataques são sinceros, sem culpa nem remorso, incluindo os mortais.
O suicídio obedece aos mesmos preceitos. Quando não há forma de reparar a Honra, ou seja, do homem regressar à sua condição, surge a recusa em viver sem Ser. A Vida e o Ser têm que seguir caminhos paralelos. Um não pode existir sem o outro. Nesta situação, o suicídio justifica-se.
A Honra está em não querer abandonar uma condição, por mais humilde que seja. Seja o rei ou um simples mordomo que recusa uma promoção. Quando a função (ou profissão) de uma pessoa é de tal forma abrangente que absorve todo o tempo, energia e atenção, estamos perante uma Missão. Mas só há Missão com Honra, pois é esta que define o Ser de forma perene. O homem é a Missão, e a fidelidade que lhe dedica é a Honra.
O Espírito de Missão implica o ideal de Servir. Ser um servo não é uma humilhação, como pretendem algumas almas libertárias, mas a maior expressão do homem honrado. Servindo, transcende-se. É mais do que ele. É a causa que serve.
Quando as primeiras ideologias libertárias chegaram a Inglaterra, fruto da ruptura operada pela Revolução Francesa contra a Ordem Tradicional, houve alguns Senhores que se deixaram deslumbrar pela utopia da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nas suas casas, tentaram uma mudança na condição dos serviçais. Ofereceram-lhes regalias, mas sobretudo propuseram que abandonassem o seu modo de servir. Vestir-se-iam como os donos da casa, sentar-se-iam na mesma mesa e seriam apresentados aos convidados como membros da família. Para espanto dos Senhores, muitos serviçais recusaram. Como seria possível que os “explorados” repudiassem esta “subida de posto” que lhes era oferecida de mão beijada? A má educação dos Senhores fê-los esquecer o que era a Honra. Senão nunca tentariam impor a liberdade desonrosa, aquela que convida o outro a deixar de ser quem é. O pior é que pretendiam que mais ninguém servisse, porque eles próprios tinham deixado de servir.
Na Ordem Tradicional toda a gente serve. Começando pelo rei, que é o primeiro a servir Deus e a Pátria. Se o monarca não entender o seu reinado desta forma, então não é rei. Porque é a sua condição de servo que dá sentido ao lugar que ocupa.
O rei não é o homem. O homem é limitado, com defeitos, pode até ser de um tipo vulgar… O rei é o Espírito que lhe coube transportar por herança e é a este que os súbditos se curvam, ao rei e não ao homem.
A Glória só pode ser encontrada morrendo enquanto se serve, fiel à sua condição. Um mordomo ou um soldado, um médico ou estivador, encontram a Eternidade, ou seja a Plenitude do Ser, quando tombam de pé, como as árvores, que não se transfiguram até a Morte tornar eterna a sua condição.
Estes princípios são transculturais. Podemos encontrá-los no Código de Cavalaria, no Bushido, nas Nobres Virtudes do Guerreiro Germânico ou no Kshatrya.
Os ideais libertários tentaram e conseguiram que muitos abandonassem a sua condição. Despiram a farda de serviço, aquelas deixadas pelos vetustos antepassados, para vestirem a “farda” de oprimidos oficiais do regime. Ver o mundo através da dicotomia exploradores-explorados e impor esta visão de forma totalitária implicou a destruição de inúmeras identidades. Tudo para que se dissolvessem na estéril e hermética categoria de Ser Oprimido.A única situação que justifica o homicídio é a defesa ou reparação da Honra. Existe culpa quando se mata em proveito próprio, em busca de lucro, de poder, ou de outros ganhos. A pior forma de homicídio é aquela que adultera a nossa condição. Matamos e deixamos de ser quem somos, para nos tornarmos em seres esquivos, fugitivos do sentimento de culpa. Mas matar para defender a nossa Honra ou a de terceiros é um gesto directo, que vem do coração, no qual se joga ao tudo ou nada. Ou matamos ou deixamos de ser quem somos. Daí que seja legítimo a um Ser livre matar para não se tornar escravo. Quando nos tentam transformar no que não somos, todos os ataques são sinceros, sem culpa nem remorso, incluindo os mortais.
O suicídio obedece aos mesmos preceitos. Quando não há forma de reparar a Honra, ou seja, do homem regressar à sua condição, surge a recusa em viver sem Ser. A Vida e o Ser têm que seguir caminhos paralelos. Um não pode existir sem o outro. Nesta situação, o suicídio justifica-se.
A Honra está em não querer abandonar uma condição, por mais humilde que seja. Seja o rei ou um simples mordomo que recusa uma promoção. Quando a função (ou profissão) de uma pessoa é de tal forma abrangente que absorve todo o tempo, energia e atenção, estamos perante uma Missão. Mas só há Missão com Honra, pois é esta que define o Ser de forma perene. O homem é a Missão, e a fidelidade que lhe dedica é a Honra.
O Espírito de Missão implica o ideal de Servir. Ser um servo não é uma humilhação, como pretendem algumas almas libertárias, mas a maior expressão do homem honrado. Servindo, transcende-se. É mais do que ele. É a causa que serve.
Quando as primeiras ideologias libertárias chegaram a Inglaterra, fruto da ruptura operada pela Revolução Francesa contra a Ordem Tradicional, houve alguns Senhores que se deixaram deslumbrar pela utopia da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nas suas casas, tentaram uma mudança na condição dos serviçais. Ofereceram-lhes regalias, mas sobretudo propuseram que abandonassem o seu modo de servir. Vestir-se-iam como os donos da casa, sentar-se-iam na mesma mesa e seriam apresentados aos convidados como membros da família. Para espanto dos Senhores, muitos serviçais recusaram. Como seria possível que os “explorados” repudiassem esta “subida de posto” que lhes era oferecida de mão beijada? A má educação dos Senhores fê-los esquecer o que era a Honra. Senão nunca tentariam impor a liberdade desonrosa, aquela que convida o outro a deixar de ser quem é. O pior é que pretendiam que mais ninguém servisse, porque eles próprios tinham deixado de servir.
Na Ordem Tradicional toda a gente serve. Começando pelo rei, que é o primeiro a servir Deus e a Pátria. Se o monarca não entender o seu reinado desta forma, então não é rei. Porque é a sua condição de servo que dá sentido ao lugar que ocupa.
O rei não é o homem. O homem é limitado, com defeitos, pode até ser de um tipo vulgar… O rei é o Espírito que lhe coube transportar por herança e é a este que os súbditos se curvam, ao rei e não ao homem.
A Glória só pode ser encontrada morrendo enquanto se serve, fiel à sua condição. Um mordomo ou um soldado, um médico ou estivador, encontram a Eternidade, ou seja a Plenitude do Ser, quando tombam de pé, como as árvores, que não se transfiguram até a Morte tornar eterna a sua condição.
Estes princípios são transculturais. Podemos encontrá-los no Código de Cavalaria, no Bushido, nas Nobres Virtudes do Guerreiro Germânico ou no Kshatrya.
Graças ao excessivo Relativismo e à ideia absoluta de Construção Social da Realidade, a Honra passou a ser sinónimo de reputação, ligada às imagens e aos juízos que os outros fazem de nós. Mas, meus senhores, garanto-vos que a Honra existe para além do social. Ainda que os libertários nunca a tenham sentido...

3 comentários:
Já comentei algumas vezes por aqui. Devo dizer que me revejo neste texto. Sofri um dilema no início deste ano em que o resultado acabou por ser o manchar da minha Honra.
Quero dizer que o (te) admiro pela coragem de usar o próprio nome! Infelizmente, assumi algumas posições Patrióticas no meu dia-a-dia tenho levado por tabela.
Um forte ABRAÇO
Eu não estou de acordo quando afirmas que o assassínio e suicídio podem ser desculpados com a defesa da honra, para mim essas duas formas de por fim a vida não têm desculpa.
de resto gostei
Da minha parte resta-me agradecer o facto de visitarem o blogue Mos Maiorum e de o enriquecerem com argutos comentários
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