O verdadeiro casamento é feito por Deus. Isto quer dizer que não depende do arbítrio nem das acções humanas. É errado dizer que alguém se está a casar só porque está enfiado numa igreja, cheia de convidados, padrinhos, etc. O padre não casa ninguém. Apenas preside a uma cerimónia, uma confirmação terrena, uma festa. Festa essa que comemora um Acto Celestial.
O chamado “casamento civil” é uma degeneração da palavra. É um contrato feito por duas pessoas maiores de idade, com direitos e deveres, e que fica civilmente registado pelo organismo estatal incumbido de tais contratos. Ora, se o casamento faz parte do domínio de Deus, usar a mesma expressão para designar um mero processo burocrático, é desvirtuar a palavra.
O casamento é, porventura, das instituições mais antigas da Humanidade. Que eu me lembre, o mais antigo aparece no Código de Hamurábi, na vetusta civilização mesopotâmica. Foi sempre enquadrado por um culto religioso e acompanhado de uma origem metafísica. Raras são as excepções em que o Estado se apropria da União entre um homem e uma mulher e, quando existiram tiveram sempre uma finalidade demográfica.
Assim sendo, o Casamento é um processo metafísico, longe das mãos de César.
Subsistem as críticas ao facto de certas religiões não executarem o ritual do casamento entre pessoas do mesmo género. Ora, o facto de tais religiões se mostrarem renitentes a celebrar tal evento não depende dos caprichos ou ortodoxia dos religiosos. A questão é que um sacerdote só pode executar no plano terreno a confirmação de um processo que já foi tecido por Deus. Caso contrário, a cerimónia seria uma farsa, uma festa desligada da metafísica que lhe dá sentido. Portanto, em vez de andarem a “massacrar” a religião, pelo “direito” a casar pessoas do mesmo género, deveriam reflectir se Deus as casa ou não. No meu entender, a questão é precisamente esta:Saber quem pode ser casado por Deus.
Claro que para quem não acredita no Espírito do Eterno, tais assuntos não lhe interessam. Do ponto de vista mundano tudo é possível desde que o Homem queira. Não admira que nasçam seitas todos os dias, prontas a satisfazer os apetites do homem comum.
Como cidadão sinto-me solidário com a comunidade LGBT no que diz respeito à aquisição de direitos civis e, sobretudo, ao fim da estigmatização dos homossexuais. Não penso que a homossexualidade seja uma doença e muito menos uma aberração. Acredito que foram criados por Deus com uma finalidade ainda por esclarecer. Mas não é a minha limitada compreensão que irá lançar luz sobre a função dos homossexuais no mundo humano. Como Cristão, sinto-me na obrigação de os considerar meus irmãos, iguais aos olhos de Deus.
Volto a reforçar a ideia que ao Estado compete estabelecer contratos e não apropriar-se do que pertence ao mundo divino. “Casamentos civis” não existem, sejam os noivos pessoas do mesmo género ou de géneros opostos. Chamem-lhe outra coisa qualquer, menos casamento.
Se Deus casa ou não pessoas do mesmo género, não sei. É provável que não, uma vez que uniu sempre pares de opostos, como a noite e o dia, o mar e a terra, etc, etc. Mas deixo esta questão para os teólogos, os doutos da Igreja que sabem mais do que eu.

1 comentários:
Querido Ricardo, uma boa tarde para si. Deus, vem na biblia, é contra o homossexualismo ao ter criado homem e mulher para criar a descendencia e familia. Mostra até em vários livros que homem com homem e adultério são aberração de Deus..Não foi criado por Deus, foi o homem contra Deus (porque tudo o que Deus não aceita é contra ele).. Csamento como bem disse vem de dentro não vem de papel assinado.
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