domingo, 3 de janeiro de 2010
Questões Frequentes
«Cristo era um humanista»
O Humanismo foi (e é)numa corrente filosófica que nasceu durante o Iluminismo do Século XVIII Marca a passagem do Teocentrismo para a visão do Homem como medida e fim de todas as coisas. Ora, Cristo (re)afirma que Deus deve ser amado acima de todas as coisas. O Nazareno tem uma visão teocêntrica da vida, logo nunca poderia ser um humanista. O Humanismo não é ser amigo dos homens, praticar a solidariedade nem «amar o próximo como ti mesmo». É um prisma filosófico que implica a rejeição de Deus como Ser central da cosmovisão hegemónica.
«O Rei é um homem comum e, portanto, não deve ter súbditos. Como indivíduo vulgar não tem direito a ocupar uma posição de destaque».
O Ser Humano que ocupa o trono é, na maioria das vezes um homem comum, com virtudes e defeitos como os demais. No entanto, não é essa humanidade, cheia de limitações, que faz que ele seja rei. É o Espírito que ele transporta que lhe confere as propriedades de monarca. É a História da Família que é paralela à História da Pátria que representa.
Quem é religioso, entende que um sacerdote tem uma autoridade especial em relação aos demais crentes. Sabe que tem em frente de si um homem como os outros. No entanto, sabe também que o sacerdote está imbuído de um Espírito que lhe foi atribuído por uma entidade superior. Com o Rei é a mesma coisa. Temos um homem vulgar na sua humanidade mas que é portador do Espírito da Pátria. Não é perante ele que os súbditos se curvam, mas perante o Espírito que o acompanha.
O bom rei é aquele que está em constante aperfeiçoamento, consciente da responsabilidade que lhe foi atribuída. Deve ser o mais humilde servidor da Pátria e o primeiro a sacrificar-se por ela.
«Portugal é o território e a população que o habita»
Qualquer tentativa de definir Portugal através de seres materiais (corpóreos) é vã. Tudo o que é mundano está em constante transformação e, como tal, se interpretarmos a Pátria tendo por base entidades materiais, corremos o risco que produzir conceitos distorcidos, aberrantes ou de chegar à conclusão de que a Pátria não existe. O território português mudou muito através dos séculos, assim como as gentes que o têm habitado. É impossível descobrirmos algo material que seja genuinamente português, na sua origem e preponderância, e também na sua imutabilidade.
Será Portugal um sonho ou uma ideia? Bom, estas também mudam, apesar de serem fundamentais para a transformação temporal da Pátria.
A única forma de definir Portugal consiste em recorremos a critérios eternos. Acima de tudo, Portugal é um Espírito. Segundo a lenda do Milagre de Ourique, Deus interveio a favor de D. Afonso Henriques, permitindo-lhe vitórias sucessivas nas batalhas contra os mouros e a criação de um Reino independente. Ao que parece, Deus pretendeu criar um Reino Cristão que espalhasse por toda a parte a sua Fé. Podemos, portanto, afirmar que Portugal foi fundado por Deus. Se assim for, Portugal é Eterno e só acabará quando o Seu Criador assim o deseje.
Em segundo lugar, é absurda a ideia que Portugal pertence aos portugueses. A nacionalidade de qualquer pessoa é ditada pela Pátria a que pertence. Portanto, é português quem pertence a Portugal, e não o contrário.
Na minha opinião, «ser português» deveria ser um estatuto adquirido pelo mérito. Só quem tivesse prestado serviços ou feitos sacrifícios por Portugal, é que teria o direito de envergar tal estatuto.
«Não existe nenhum projecto mobilizador em Portugal»
A expressão QUINTO IMPÉRIO foi difundida pelo Padre António Vieira, apesar de já circular como ideia antes do famoso sacerdote a dar a conhecer. A ideia veio de uma prodigiosa estátua composta de quatro metais, cada a um associado a um império projectado e construído pelas mãos humanas. No entanto, os pés da estátua eram feitos de barro, símbolo do Espírito e do que está para além do humano. A estátua desmoronou-se, sobrando apenas o barro. Ora, esta matéria-prima, bruta e intocada, seria o Quinto Império, o Reino Eterno de Deus que se espalharia por toda a parte. Mais tarde, o mito do Quinto Império tomou outras formas, para além da religiosa. É um império cultural, que renuncia o poder mundano e a violência. Hoje em dia, coloca-se perante de nós o mesmo desafio: fazer de Portugal a Pátria dos artistas e de toda a espécie de criativos. E espalhar a nossa cultura pelo Universo. É essa a nossa missão!
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1 comentários:
Um esclarecimento: Deus não criou o seu espirito ao monarca da terra para se lhe curvarem. Isso é ANTI-CRISTO..Curvarem e prostrar-se sem ser perante Deus é pecado, nem os anjos aceitaram em momento algum que alguem se curvasse perante eles (toda a biblia vemos exemplos disso). Deus não escolhe reis NA TERRA porque só ele é rei e Senhor. Deus (no livro de samuel na biblia vem escrito)contestou ter que aceitar que os homens tivessem criado reis como saul.. Deus não criou religião. O espirito de Deus não vive em nenhuma casa feita por mão humana que tenha sacerdotes, pode estar dentro de cada um ou não..os sacerdotes de Deus não são homens que decidiram assim ser, pelo contrário, nos mostra a biblia que são escolhidos por Deus mesmo sendo pecadores e depois convertidos..não é quem quer porque vem pelo poder de Deus,não é pelo bom samaritanismo que serve o homem porque mesmo sendo bom para o homem pode-se não aceitar servir a Deus...leia-se os mandamentos: nem adorar imagens, nem prostra-se,etc.. leia-se Paulo as cartas aos romanos e corintios...em hebreus 10,11 diz :<>
Crêmos que Cristo veio para nos ter salvado? ou são os sacerdotes que por ele não foram criados que slavam? quem são estes? é que não é quem quer mas quem Deus escolhe e até a pecadores.. é o que vem na sua palavra...
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